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Drives

Você conhece os ‘drives’ dos cães?

 

A palavra “drive” vem do inglês e tem o sentido de algo que pode ser conduzido. Em português, costumamos chamar de ‘impulsos’ ou ‘instintos’.

Mas afinal, o que é isso?

É um comportamento inato do animal, que é transmitido geneticamente, e que faz o cachorro responder da mesma forma a uma série de estímulos. Ou seja, é uma reação espontânea manifestada pelo cão dentro dos padrões do comportamento canino esperado para a espécie e para raça. Eles fazem com que o animal execute inconscientemente atos e atividades adequados à sua sobrevivência.

Não há aprendizado, pois é um comportamento natural que não precisa ser aprendido.

Esses modelos de comportamento são desenvolvidos e purificados sob a influência das forças da seleção natural no processo evolutivo.

Assim como o temperamento do cão, os instintos são hereditários. Os cães agem guiados por seu temperamento, instintos, caráter e por associação (condicionamento).

Vale lembrar que os cães são animais predadores com um grande número de instintos diferentes.

Tipos de instintos caninos

  • Instinto sexual: envolve o desejo de reprodução da espécie
  • Instinto materno: a cadela prepara a cama ou ninho para dar a luz; quando os filhotes nascem, ela lambe e corta o cordão umbilical, ingere a placenta para evitar atrair a presença de predadores e fornece calor constante nas primeiras semanas de vida das crias
  • Instinto de girar em círculo antes de deitar: esse comportamento nasceu na necessidade de amassar o mato e garantir que não haja cobrar ou outros animais por baixo, além de procurar uma posição confortável para deitar
  • Instinto de matilha: o cão é um animal social por natureza, e precisam da companhia de outros seres da sua espécie para sobreviver
  • Instinto de hierarquia: na matilha, a hierarquia é um sistema de organização social pelo qual uma ordem de prioridade é estabelecida ao acessar um recurso, evitando violência desnecessária
  • Instinto de seguir: numa matilha, sempre há um líder que mantém a ordem estabelecendo regras
  • Instinto de caça: é um instinto predatório claramente focado na sobrevivência, para atender uma necessidade básica que é a alimentação; podemos ver esse comportamento num cão correndo atrás de um coelho, de um pássaro, ou mesmo atrás de uma bolinha de brinquedo
  • Instinto de rastreamento: comportamento básico que parte da necessidade de procurar alimento
  • Instinto de rolar na grama, terra ou sujeira: hábito criado para disfarçar seu cheiro característico e ter mais chances de se camuflar para se esconder das presas
  • Instinto de pastoreio: é uma capacidade de condução de rebanho que posteriormente foi selecionada e melhorada em algumas raças
  • Instinto de brincar: através das brincadeiras os cães aprendem como lidar com situações concretas que enfrentarão durante suas vidas
  • Instinto de território: envolve a necessidade de proteger seu território; é o instinto que impulsiona o cão a latir e querer morder um estranho quando entra no local onde vive
  • Instinto de luta: é uma motivação interna que direciona o cão para uma situação claramente perigosa; é o desejo de confrontar o oponente
  • Instinto de defesa: comportamento desencadeado por ameaças reais ou imaginárias; o cão é forçado a reagir a uma agressão para sobreviver; o objetivo do cão nesse caso é espantar o oponente
  • Instinto de proteção: sua finalidade é impulsionar o cão a se proteger e a proteger outras coisas (alimento, objetos, indivíduos) que o considera pertencente do seu grupo
  • Instinto de fuga: outro comportamento que visa a sobrevivência do animal, que surge em situações de medo, insegurança ou ameaça intensa, fazendo com que o animal fuja para salvar a sua vida

 

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Transporte de animais no carro

Transporte de animais no carro

Seja para uma viagem longa, uma ida ao médico veterinário ou apenas um passeio na casa da vovó, muito provavelmente alguma vez na vida você vai andar de carro com seu animalzinho. Mas o transporte de animais no carro exige alguns cuidados em prol da segurança, para isso existem leis que obrigam os motoristas a prestarem atenção nestes cuidados, sob a pena de multas.

Mas hoje em dia existem inúmeras soluções para você fazer uma road trip com seu peludo sem perigo e dentro da lei.

Por dentro da lei

Segundo o CTB (código de transito brasileiro) a Lei nº 9.503 de 23 de Setembro de 1997 possui alguns artigos que se aplicam ao transporte de animais no carro. São eles:

Art. 235. Conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados:
Infração – grave;
Penalidade – multa;
Medida administrativa – retenção do veículo para transbordo.
Se o motorista infringir essa lei, ele pode perder até 5 pontos na carteira, além de pagar uma multa de R$127,69 e até mesmo ter o carro apreendido!!

Art. 252. Dirigir o veículo transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas;
Infração – média;
Penalidade – multa.
Muito comum as pessoas levaram o animalzinho no colo e ainda deixá-lo curtir o vento com a cabeça para fora. Pois é, mas isso pode gerar uma multa no valor de R$85,13 (além do perigo).

Art. 169. Dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança:
Infração – leve;
Penalidade – multa.
Se o animal está solto no carro, ele oferece risco ao motorista, podendo tirar a atenção do mesmo da direção. Ficar andando de um lado para outro, pular no colo do motorista, entre outras trapalhadas típicas dos nossos bichinhos, podem causar acidentes e por isso entram nesse artigo de lei, gerando uma multa de R$ 53,20 e três pontos na carteira.

Formas seguras no Transporte de animais no carro

O transporte indevido do seu animalzinho no carro não causa apenas a perda de pontos na carteira e uma multa para pagar, isso pode gerar acidentes graves e colocar em risco a sua segurança e a do seu pet.
Por isso hoje em dia existem algumas ferramentas que permitem levar seu bichinho para passear de carro de forma segura e confortável.

Caixa de transporte

Essa sem dúvida é a forma mais indicada e segura: colocar seu cachorro dentro da caixinha rígida e prender a alça com o cinto de segurança. Pronto! Seu pet vai estar seguro e confortável dentro da casinha e ela ficará bem presa por conta do cinto, evitando o risco de se soltar ou tombar.

Na caixinha ele se sentirá bem protegido e, por ser um ambiente firme, quase não vai sentir o remelexo do carro.

Claro que, para isso funcionar, seu animal deve estar habituado a andar dentro de uma dessas caixinha (a Alelu pode auxiliar quanto a esta adaptação).

Cadeirinha

Essa pode ser uma boa opção se o seu animalzinho não curtir muito ficar preso dentro da caixinha, já que permite uma sensação maior de liberdade.
Funciona assim: a cadeirinha (que é praticamente um cestinho) vai presa no banco do carro e o animalzinho preso pela coleira dentro dessa cadeirinha.
São recomendadas para cachorros pequenos até uns 10 quilos.

Cinto de segurança

Para cachorrinhos de todos os tamanhos, especialmente os grandões, o cinto de segurança é uma ótima opção.
É como se fosse uma guia normal que você prende direto no lugar que prende o cinto do carro.
Muitas pessoas prendem a guia normal do cachorro no cinto de segurança do carro e isso é errado e perigoso da mesma forma. O cinto para transporte de animais é especial para isso e possui um tamanho que faz com que o cachorro fique firme e não tenha liberdade no banco de trás (o que pode atrapalhar o condutor).

Existem modelos que prendem na coleira, mas o peitoral seria o mais indicado pela segurança do próprio cachorrinho. Mas lembre-se de comprar um produto de qualidade para que cumpra os objetivos dele, que é manter seu animal seguro caso aconteça algum acidente.

=> Adquira em nossa loja online.

A Alelu recomenda que busquem a forma que mais se adequa ao seu cão para que dirijam sempre com segurança, tanto vocês quanto seus filhos de 4 patas.

 

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Mordida de Cachorro

Mordida de Cachorro: O que Fazer? Como Cuidar?

Todos nós sabemos que o Brasil está entre os 5 primeiros no ranking de animais de estimação. Estima-se que há aproximadamente 52,2 milhões de cães no Brasil, segundo o IBGE.

Dessa forma, o risco de acidentes por mordedura é bem grande, tanto com seus próprios animais ou com outros (da rua, de parentes, de outras pessoas, etc).

Segundo uma reportagem do portal Terra, mais de 500 pessoas são atacadas por cães anualmente. Esse número é incerto, pois não sabemos o número real, já que muitas pessoas não procuram o atendimento médico após esses acidentes, o que nos faz pensar que o número de ataques pode ser bem maior que isso. Além disso, a Secretaria Nacional de Segurança Pública do Brasil não dispõe de dados sobre ataques de cães, assim como a Brigada Militar. Não há padronização nas ocorrências policiais. Uma mordida pode aparecer como lesão corporal ou até tentativa de homicídio.

O que fazer ao ser mordido? Como tratar a mordida? Quais os primeiros socorros?

A primeira medida a ser tomada após a mordida de cachorro, é lavar a ferida imediatamente com água e sabão (em casos onde a lesão não foi tão profunda e que não exista sangramento em excesso).

Em casos mais graves, onde existe muito sangramento, possível esmagamento do local e perfuração profunda, a melhor atitude é conter o sangramento com um pano limpo e procurar imediatamente atendimento médico.

Já os casos não tão graves, a procura do atendimento médico também se faz necessária, assim que puder, mas não tem tanta urgência (isso não quer dizer que você não deva ir).

Uma outra medida a se tomar é a observação, por pelo menos 15 dias, do cão que atacou.

Se ele for seu, de algum amigo, parente ou vizinho, fica mais fácil, pois tem como saber o histórico desse animal (se ele é vacinado, principalmente contra raiva, se está vermifugado, se está saudável, se está em tratamento para alguma doença, ou se o mesmo começa a ter algum sintoma de doença, no qual deve ser levado ao médico veterinário para diagnosticar). Assim você saberá informar ao seu médico o que está acontecendo para que ele tome os devidos cuidados com você também.

Se o cão for de rua ou de um tutor desconhecido, essa informação deverá ser levada também ao seu médico para que medidas de prevenção sejam tomadas.

O que acontece depois da mordida de cachorro? Ela pode transmitir doenças?

Nos casos onde as lesões forem superficiais, os sintomas iniciais são: dor no local, edema (inchaço), aparecimento de hematomas, eritema (vermelhidão) devido a inflamação do local e em alguns casos até hipertermia local (aumento da temperatura ao redor da lesão).

Em casos mais graves, além desse sintomas citados acima, os sintomas que podem vir a aparecer vão depender da gravidade da lesão, da profundidade da mordida e do local.

No geral, pode haver a presença de pus, sangramento reincidente, e em casos muito graves, principalmente se o cão que atacou é de porte grande (em que sua mordida é muito mais forte) pode haver ruptura de tendões, dilaceração muscular e até fratura de ossos.

Várias doenças podem ser transmitidas devido ao grande número de bactérias na saliva do animal, entre elas:

  • Staphylococcus sp.: podem ocasionar dermatose bacteriana, infecciosa e contagiosa, furúnculo e abcessos na pele;
  • Neisseria sp.: se essa bactérica tingir o sistema circulatório, ela pode causar doença meningocócica;
  • Escherichia coli: é uma enterobactéria, portanto ela é uma bactéria natural da flora intestinal, mas quando migra de alguma forma para outro sistema, ela pode causar infecções intestinais e urinárias (principalmente em mulheres);
  • Clostridium tetani: bactéria causadora do Tétano, que causa dificuldade de deglutição e rigidez muscular;

A doença mais comum, que pode ser transmitida pela mordida de um cão, é a raiva, uma doença viral causada por vírus da família Rhabidoviridae, que causa sintomas neurológicos agudos como a hidrofobia e entre outros. Se a pessoa não for socorrida a tempo, pode resultar em óbito.

Por fim, podemos ver então que a convivência com os cães em nossa sociedade pode trazer riscos à nossa saúde, dessa forma devemos agir com cautela e prevenção.

Precisamos ter cães cada vez mais sociáveis, para que haja o menor número de incidentes possível. Adicionalmente, devemos também tomar as vacinas recomendadas para que estejamos prevenidos e para que possamos minimizar os efeitos de uma eventual mordida.

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O que é adestramento positivo?

Você sabe o que é o treino de cães com reforço positivo?

 

Assim como na arte da educação de pessoas, quando se trata de adestramento de cães, existem diferentes metodologias para se escolher. De um lado adestramento que se baseia em punição, de outro, adestramento baseado em recompensa, também conhecido como adestramento positivo ou adestramento de reforço positivo.

Reforço é uma consequência que fortalece o comportamento do cão. Ou seja, tudo aquilo que você faz para que um determinado comportamento seja estimulado a ser repetido.

Por exemplo: se sempre o seu cão se sentar e você der um petisco, rapidamente ele vai associar essa relação de ‘causa e consequência‘ fazendo que o ato de sentar seja mais frequente, para que ele receba a recompensa.

Veja alguns objetivos desse tipo de treinamento:

  • Ensinar comportamentos desejados usando métodos baseados na ciência e no uso de reforços;
  • Ajudar cães, passo a passo, a terem êxito;
  • Motivar cães com exercícios e jogos divertidos. Sem força e sem dor;
  • Encorajar cães a pensarem por conta própria;
  • Valorizar comportamentos voluntários dos cães;
  • Compreender sentimentos dos cães a partir da sua linguagem corporal;
  • Compreender como os cães aprendem, suas necessidades e vontades.

Benefícios:

  • Desenvolve o auto-controle do cão;
  • Desenvolve relação de confiança com o treinador;
  • Desenvolve auto-confiança do cão.

O adestramento de reforço positivo constrói um caminho em direção da confiança, cooperação e cria um vínculo maior entre o cão e o seu treinador. Como os cães são ansiosos por aprender e o processo de treinamento é divertido, os cães tornam-se interessados nessa atividade prazerosa e a relação entre cão e dono é fortalecida em vez de prejudicada.

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Código de conduta

Você conhece o código de conduta para cães?

O Brasil atualmente é o terceiro país com mais pets no mundo. Além disso, os cães tem sido como membros das famílias, num comportamento tão próximo ao dos humanos que envolve cardápios elaborados, direito a passeios especiais, adestradores e salão de beleza. No mesmo sentido, cada vez mais os estabelecimentos comerciais passaram a aceitar a presença dos nossos amiguinhos (conhecidos como ‘pet friendly’).

Por outro lado, nem todos os tutores sabem como conduzir seus cães em locais públicos, como praças e avenidas, e nem todos os cães tem a socialização e o treinamento adequado para tal.

Devido a isso, alguns lugares do mundo (como no Reino Unido), acabaram por estabelecer um ‘código de conduta‘, englobando algumas regras de ‘etiqueta’ e de segurança para que se reduza a quantidade de acidentes com os cães.

Veja abaixo algumas orientações:

  • Não deixe o cão sem guia a não ser que você possa demonstrar total controle sobre o animal, onde ele virá até você sempre que for chamado. Se o seu cão não atende esse chamado, você não tem controle sobre o seu cão nessa situação;
  • Não permita que seu cão se aproxime de outros cães que estão com seus donos na guia. Seu cão pode ser amigável, mas você nunca pode assumir que a outra pessoa e seu animal estão dispostos a esse contato;
  • Quando seu cão estiver solto (numa trilha, por ex.), ele deve ficar dentro do seu raio de visão. Caso contrário, você terá dificuldades para controlá-lo;
  • Só permita que seu cão brinque solto com outros cães se os outros donos concordarem com isso e se eles demonstrarem controle sobre seus cães;
  • Reserve petiscos para seu cão; alimentar cães de outras pessoas pode estimulá-los a se aproximar de você e de outras pessoas na expectativa de ganhar comida, dificultado o controle por parte de seus tutores;
  • Seja educado e coloque seu cão na guia ao ver outra pessoa se aproximando, independente se ela está ou não com um cão; assim você garante que terá o controle necessário enquanto essa pessoa passa por você;
  • Respeite o direito dos outros de usar áreas públicas para recreação. Nunca deixe-o incomodar os outros. Treine muito seu cão para que ele esteja sob controle com ou sem guia;
  • Saiba quais áreas aceitam ou não a presença dos peludos;
  • Ao caminhar com seu cão pela cidade, posicione-o o mais próximo das construções possível, com você próximo ao meio da calçada. Isso permite que os outros pedestres passem livremente sem ter que desviar do cão;
  • Cães não devem passar pelos outros ‘focinho a focinho’. Quando estiver caminhando na guia e passar outro cão, sempre posicionem os animais de forma que eles fiquem pro lado de fora;
  • Sempre leve com você formas de limpar a sujeira que seu cão fizer;

Com a ajuda de todos, poderemos passear tranquilamente com nossos amigos, sem causar maiores problemas a outras pessoas e cães.

Se você precisa ter mais controle sobre seu cão, procure a ajuda de um adestrador profissional!

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Dogwalker: devo contratar?

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O passeio para o cachorro tem grande importância para a sua saúde física e mental. O cão é um animal social, que “enxerga” o mundo através do olfato. Assim, sair à rua significa ter acesso a um mundo de cheiros que irá estimulá-lo mentalmente, evitando, assim, o tédio de uma vida confinada entre quatro paredes.

Tente se imaginar em casa, sem qualquer oportunidade de ir ao shopping, restaurantes, cinema, parques. Pois é, os cães também preferem uma vida mais interessante e com acesso ao mundo lá fora. Além disso, faz parte da natureza deles andar, cheirar, explorar o mundo, e ver outros cachorros e pessoas.

Além disso, o cão que passeia regularmente, frequentando parques, praças e ruas, tem oportunidade de encontrar outros cães, pessoas, veículos o que aumenta a probabilidade de ser um animal sociável.

Uma modalidade que vem crescendo muito é a de dogwalker, essa profissão consiste em pessoas que levam cachorros para passear.

Mas porque seria necessário contratar alguém para fazer algo tão básico quanto levar o seu cachorro para passear?

Listamos aqui situações em que contratar um dogwalker é algo que deve ser considerado.

*Se você passa muito tempo fora de casa
A gente sabe que isso deve ser considerado lá atrás, antes sequer de adotar o seu pet. Mas também sabemos que as coisas não são tão simples e que a rotina de todo mundo está sujeita a mudanças. Então um tempo que você tinha antes, você não tem mais. E para seu cachorro não sofrer com isso, é melhor garantir que ele tenha suas voltinhas pela vizinhança.

*Se o seu cachorro tem muita energia
Alguns cachorros são mais calmos. Outros são mais enérgicos. Se, mesmo que você passeie com o seu cachorro uma ou duas vezes por dia, ele continua muito animado, querendo atenção, uivando, entre outros sinais de que ele quer colocar energia para fora, é bom considerar um dogwalker para suprir essa necessidade do seu cachorro para que não haja problemas.

*Se você vai viajar
Claro que nessa situação, talvez seja mais prático contratar um petsitter que faça tudo: troque os jornais, coloque ração e leve para passear. Mas as vezes petsitters só vão em casa uma vez ao dia e então um dogwalker pode complementar o serviço, levando o seu dog para uma segunda voltinha, principalmente para se distrair da ausência do dono.

Procure sempre um profissional de confiança!

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Por que os cães fogem de casa?

Você sabe o motivo dos cães fugirem de casa? O que fazer? E se você encontrar um cão perdido?

Se você está pensando que seu cão nunca vai fugir porque lhe ama incondicionalmente, saiba que os motivos mais comuns para uma boa escapada não estão relacionados à falta de amor ou de “gratidão” do bicho. Muitas vezes são puramente hormonais ou instintivos.

Veja os principais motivos das escapadas:

  • A cadela está no cio, ou o macho sente o cheiro de uma cadela no cio pela vizinhança.
  • O instinto de caça é muito forte ou o seu peludo é muito curioso e quer reconhecer o território, principalmente se for um cão jovem;
  • Por medo de trovoadas, fogos, ou mesmo ansiedade de separação (medo de ficar sozinho);
  • A família se mudou para um novo endereço e o cão foi recém-introduzido a um novo território;
  • O cão sai à procura de seus donos que viajaram e estão fora de casa por vários dias consecutivos;
  • O cão está em uma hospedagem ou local que não reconhece como seu território ou a casa de sua família humana;
  • Cães velhinhos ou doentes tendem a ficar desorientados com maior frequência e podem se perder mesmo em trajetos e lugares conhecidos;
  • Mesmo sem que os donos saibam, o cão pode estar sofrendo maus-tratos por alguém que frequenta a casa;

Alguns cuidados:

  • Manter sempre uma medalha de identificação no animal (com nome e telefone para contato);
  • Se a sua casa é do tipo que tem “entra e sai” o tempo todo e o portão dá direto para a rua, considere colocar um segundo portãozinho. Pode até ser um portão removível como o Tubline. A ideia é que as pessoas tenham que abrir um portão e fechá-lo atrás de si antes de abrir o outro. Assim fica mais fácil controlar os peludos que gostam de forçar sua passagem por meio das nossas pernas.
  • Nos dias de jogos de futebol, festas de fim de ano ou comemorações com fogos, coloque seu peludo dentro de casa. Deixe-o ficar em um lugar quietinho, com água disponível e uma caminha. Tome cuidado com janelas e portas de vidro, pois alguns cães ficam tão desesperados que tentam atravessá-las. Alguns peludos ficam mais confortáveis em lugares bem pequenos (um quartinho, ou debaixo de algum móvel). Outros preferem liberdade para correr e latir. Observe seu cão e escolha o melhor lugar para ele.
  • Se o peludo fica em canil, considere telar toda a parte de cima. Tem muito cachorro que escala as telas laterais e empurra as telhas para fugir.
  • Considere a possibilidade de castrar o animal se você não pretende ser um criador. O cio é um dos grandes causadores de fugas, seja por parte da fêmea que precisa encontrar um parceiro, ou por parte do macho que sai para a “farra” e se perde no mundo.
  • Não permita que o seu cão saia para passear sozinho. Deixar a porta aberta para ele dar a sua voltinha sem a companhia de um humano pode parecer conveniente e prático, mas coloca o seu cão à mercê de inúmeros riscos. Ele pode se perder, ser roubado, atropelado, atacado por outro cão. Uma voltinha com você vai fazer muito bem para os dois.
  • Se você se mudou recentemente, apresente seu cachorro para o porteiro do prédio ou condomínio e peça para ele segurar o seu cão, caso o peludo apareça por lá sozinho. Você pode até deixar uma pequena guia e um potinho de biscoito para cães para ajudá-lo a “cercar” o bicho.

O que fazer se o cão sumir?

  • Não perca tempo. Assim que você se der conta que seu cão não está por perto, saia imediatamente para procurá-lo. Quanto mais cedo você for atrás dele, maiores serão as chances de encontrá-lo. Quase 40% dos cães são encontrados nas primeiras 24 horas.
  • Não restrinja a área de busca a poucas quadras. Cerca de 30% dos cães são encontrados entre 2 e 4 km de distância de sua casa.
  • Enquanto você vai procurando, avise a todos os pet shops, clinicas veterinárias, casas de ração e pessoas conhecidas que você for encontrando pelo caminho.
  • Peça para alguém da família ir imprimindo alguns folhetos ou cartazes com a foto do seu pequeno, nome e telefone de contato. Cole estes folhetos em pontos de ônibus, de táxis ou vans, padarias, farmácias, bancas de jornal e em postes (principalmente perto de clínicas veterinárias e escolas). Não coloque todos os detalhes que possam identificar seu cachorro, como marcas e cicatrizes, para você eliminar possíveis enganos ou má fé das pessoas. Considere incluir um aviso de recompensa pela devolução do seu amigão. Cerca de 70% dos cães são encontrados com a ajuda de outras pessoas.
  • Vá aos abrigos de cães próximos e também ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da sua cidade. Deixe seus dados e de um amigo ou parente para contato.

O que fazer se você achar um cachorro perdido?

  • Em primeiro lugar, não ignore um cachorro que parece perdido na rua. Você pode ser a única chance que ele tem de se manter vivo e voltar para a casa.
  • Se você acha que um cachorro parece perdido e confuso, tente se aproximar com calma. Agache-se e chame-o na sua direção. Procure olhar de lado para ele, evite encará-lo nos olhos e ofereça sua mão para ser cheirada. Nunca vá colocando a mão diretamente no bicho, principalmente se ele estiver machucado, assustado e arredio. Dê um tempo: o mais provável é que ele se aproxime de você aos poucos e deixe ser tocado. Experimente usar alguma comida como atrativo.
  • Se for preciso use o seu cinto para improvisar uma coleira. Procure falar palavras carinhosas enquanto mostra a coleira improvisada. Cachorros perdidos costumam demonstrar boa vontade com pessoas que querem resgatá-los.
  • Verifique se o peludo tem uma medalha de identificação. Se este for o caso, entre em contato imediatamente com o telefone informado. Deixe recado se ninguém atender ao telefone, pois as pessoas podem estar na rua procurando o peludo.
  • Se o bicho não tiver nenhuma plaquinha de identificação, procure um veterinário e verifique se o cachorro tem algum microchip – hoje em dia são muito comuns, principalmente em cães de raça, e possuem informações que podem identificar o dono do bichão. Verifique também se o animal tem uma tatuagem (normalmente na orelha ou na parte interna da coxa).
  • Avise aos pet shops, veterinárias, casa de ração e vizinhos da sua região. Considere colocar cartazes em locais bem movimentados avisando que um cão foi encontrado, mas não detalhe todas as características do bichinho. Todo esforço vale a pena para tentar encontrar o dono do peludo.

Se depois de todos os esforços ninguém aparecer e você decidir ficar com ele, redobre o cuidado, porque provavelmente ele tentará fugir várias vezes antes de se sentir em casa e confiante. Não é incomum que o cão tente voltar para sua casa original por uns quatro meses depois de ter sido recolhido. Isso não quer dizer que ele não lhe ame, nem que é “ingrato”, é apenas um instinto natural de tentar retornar para a sua matilha. Tenha paciência e seja gentil com o peludo que ele acaba sossegando.

Por fim, uma última recomendação: nunca deixe enforcadores no pescoço do seu cão sem supervisão, pois se eles se prenderem a algum galho ou saliência, seu bicho pode acabar realmente enforcado. Para o dia a dia use sempre uma coleira de nylon, bem resistente e leve.

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Puberdade, Cio e Gestação Canina

Você conhece as fases da gestação canina?

A puberdade da fêmea canina sofre a influência da raça e do tamanho, porém ocorre normalmente entre os 6 e os 12 meses de idade. É nessa época que você observará o primeiro cio.

A atividade reprodutiva de uma cadela pode ir até 8 ou 10 anos de idade. No período que antecede o cio, são observadas, em condições normais, alterações como inquietação, descarga vaginal com sangue, vulva edemaciada e uma forte atração do macho pela fêmea. Esta fase dura de 7 a 10 dias e nesse período a fêmea ainda não aceita o macho.

Alguns dias após essa fase de sangramento, a cadela encontra-se realmente no cio e passa a aceitar o macho. Neste período a secreção com sangue diminui e passa a ser uma secreção com muco; o inchaço na vulva diminui e a fêmea começa a cortejar o parceiro. É nessa fase que acontece o acasalamento.

Gestação

A gestação das fêmeas caninas dura de 58 a 65 dias. O acompanhamento médico é fundamental.

Após 20 dias da cobertura, a fêmea deverá consultar-se com o veterinário para obter a confirmação da gestação e fazer o acompanhamento até o parto.

Como existe a possibilidade da cadela ser fecundada por vários machos diferentes ao longo do cio, é importante mantê-la isolada se o acasalamento foi programado.

Parto

Normalmente antes do parto as fêmeas se isolam. São elas que irão determinar o local onde irão parir. Impor um local para ela ficar é muito perigoso, pois pode fazer com que ela retarde o parto ou até mesmo mate seus filhotes.

Lactação

A amamentação dura em média de 45 dias. O desmame natural começa geralmente a partir da 4a semana. É nessa fase também que os filhotes começam a explorar o ambiente.

No caso da fêmea não possuir leite suficiente ou não ter leite, é necessário suplementar os filhotes (Pet Milk, por exemplo).

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Idade dos cães

Como calcular a idade do cachorro?

Muita gente acredita que “um ano humano” equivale a sete anos de um cachorro, mas será que isso é mesmo verdade?

Os cães vivem consideravelmente menos do que nós, infelizmente, e por esse motivo há décadas atribuímos esta estimativa dos sete anos, o que não passa de uma inverdade.

Cachorros menores costumam viver mais e muitos especialistas defendem que isso acontece por não se desenvolverem/ crescerem de forma tão acelerada quanto os de porte grande ou gigante, “poupando” seu organismo, em geral, e não sofrendo tão drasticamente com a ação dos radicais livres (que envelhecem e destroem as células).

Se compararmos cachorros e crianças, os primeiros se desenvolvem física e psicologicamente muito mais rápido. Enquanto uma criança de um ano está ensaiando os primeiros passos, um cachorro de um ano já é maduro e apto, inclusive, para acasalar.

Da mesma forma, enquanto um cachorro de 12 anos é considerado um idoso, um adolescente da mesma idade ainda está descobrindo muitas coisas e formando sua personalidade.

Estudos mais recentes sobre como devemos calcular a “idade humana” de nossos cachorros levam em consideração o porte, a raça, o peso quando adulto e a velocidade com que crescem.

Existem vários critérios existentes para determinar essa idade. Veja abaixo um dos métodos existentes:

  • Cachorros de até 9Kg (porte pequeno) devem ter seus dois primeiros anos multiplicados por 12,5, cachorros de 10 a 23Kg devem ter seus dois primeiros anos de vida multiplicados por 10,5 e cachorros grandes (que pesam mais que 24Kg) devem ter os dois primeiros anos multiplicados por nove.
  • A partir do terceiro ano dos cães, a cada ano são acrescentados em média 4,5 anos para cães pequenos, 5 a 7 anos para cães médios e 7 a 9 anos para cachorros de porte grande.

Basta então calcular e descobrir quanto a idade de seu cachorro equivaleria à nossa idade.

Pra facilitar, veja abaixo no quadro as idades dos cães e a equivalência aproximada com as idades humanas.

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Raças e Grupos de Raças

Raças de Cães

Quando começou a associar-se com o homem, o cachorro já se diferenciava em várias raças. As raças de cachorros que conhecemos hoje apresentam uma diversidade muito acentuada de aspectos distintivos, cuja explicação não está somente na tendência natural do cão à variação, mas também dos efeitos de uma domesticação muito antiga.

Aqueles que sustentam a tese segundo a qual o atual cachorro doméstico descende de uma única espécie primitiva, apontam como causa da diversificação as mutações naturais, a ação de fatores ambientais, climáticos e reprodutivos, assim como a domesticação, isto é, a intervenção do homem que, através dos tempos trabalhou para obter a fixação das diferentes características físicas e psíquicas, apropriadas para satisfazer distintos interesses de trabalho ou esportivos.

Todas estas causas atuando juntas ou separadas, teriam contribuído para explicar o polimorfismo dos cachorros e também se descendem, como outros sugerem, de vários progenitores.

Com o passar do tempo, os cachorros assumiram papéis cada vez mais específicos na vida do homem: especializaram-se em diversos sistemas de caça, guarda e pastoreio de rebanhos, tração de trenós, e ainda em atividades de combate contra outros animais.

Podemos considerar que há nos dias de hoje, cerca de trezentas diferentes raças de cachorros que são reconhecidas internacionalmente, além de outras tantas raças de cães mais novas, que já obtiveram um registro provisório nas associações cinófilas. As raças de cachorros estão dividas em 11 grupos caninos.

Em épocas antigas já havia-se tentado ordenar e agrupar as distintas raças caninas. As primeiras classificações das raças de cachorros já eram elaboradas levando-se em consideração suas diversas aptidões e a mais adequada utilização de cada uma delas.

Nas exposições caninas, que se desenvolvem segundo a regulamentação da FCI (Fédération Cynologique Internationale), sediada na Bélgica, a subdivisão respeita atualmente uma organização de todas as raças existentes, ordenadas em 10 grupos caninos distintos, de acordo com a função e utilidade, e ainda suas características físicas e psíquicas, como porte, tipo, variedade e temperamento.Nesta seção, você pode procurar por todas as raças de cães organizadas em seus respectivos grupos. Esta é uma listagem das raças de cães reconhecidas internacionalmente pelo sistema FCI / CBKC, e dividas por grupos.

As exceções ficam por conta das raças listadas no Grupo 11, que refere-se às raças reconhecidas pela CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia), mas que não obtiveram reconhecimento internacional.

Grupo 1 (cães pastores e boiadeiros)

Não é difícil imaginar que, ainda em tempos remotos os pastores sentiram a necessidade de proteger os seus rebanhos, tanto dos ataques de animais selvagens, quanto do próprio homem, e que pensaram em solucionar estes problemas recorrendo aos cães, que provavelmente já eram utilizados na caça e proteção de propriedades.

Era necessário, porém, que estes cães pastores apresentassem um tipo físico específico. Deveriam ser fortes e velozes, particularmente resistentes às intempéries e longas caminhadas, e que tivessem uma pelagem clara, para que pudessem ser facilmente identificados em meio ao rebanho, mesmo à noite.

A seleção natural e a domesticação produziram esses cães ainda em tempos antigos, com origem provável no continente asiático, e é plausível afirmar que os primeiros exemplares tenham chegado a Europa acompanhando os mercadores fenícios, que usavam esses cães como objeto de troca.
Outras hipóteses propostas são que esses cães teriam seguido às legiões romanas que voltavam das expedições ao Oriente, ou ainda migrado à Europa com os Cumanos, povo de origem tártara, que no século XI, vencidos pelos Mongóis, retirou-se da região da Moldávia até a Hungria.

Graças à excepcional inteligência, vigor físico e notável resistência, os cães pastores e boiadeiros de hoje exercem ainda inúmeras outras funções além de suas tarefas tradicionais.

Veja abaixo, as raças de cães pastores e boiadeiros, (exceto os boiadeiros suíços). Agrupamos todas as raças de cães pertencentes ao Grupo 1 da FCI, como o Pastor Alemão, o Border Collie, o Bouvier de Flandres, entre outras.

Grupo 2 (pinschers, schnauzers e molossóides)

Cães de Guarda, Trabalho e Utilidade – Apesar de haver um grande número de raças que pertencem a este grupo canino, pode até mesmo parecer um número pequeno se levarmos em conta que não existe cão que, por instinto, não vigie a casa ou que não reaja ao ver o dono sob alguma ameaça.

Na verdade, neste segundo grupo das raças caninas, a Cinofilia internacional procurou reunir sobretudo aquelas que cumprem tradicionalmente as funções de cão de guarda e defesa desde tempos distantes, e também as chamadas raças de utilidade, isto é, os cães trabalhadores, que exercem com boa aptidão diversas atividades que auxiliam o homem.

Fazem parte deste grupo canino as raças que participam nas exposições das chamadas “provas de trabalho” e que são classificadas pelos aspectos físicos e psíquicos requeridos pelos respectivos padrões.

Entre os cães de guarda e de defesa encontramos os cães de montanha e os mastins, descendentes dos antigos molossos, entre eles os cães de montanha dos Pirineus, os São Bernardos, os Berneses, os Terranovas entre tantos outros.

Também fazem parte do grupo dos cães de guarda e trabalho, as raças germânicas altamente especializadas como o Rottweiler, o Boxer e o Dobermann.

Veja abaixo as raças de cães pertencentes ao Grupo 2 (cães pinschers, schnauzers, molossóides, boiadeiros e montanheses suíços e raças assemelhadas).

Grupo 3 (cães terriers)

O termo terrier provém da palavra latina “terra” que define os cães destinados a caçar em terra, ou seja, na toca.

Embora muito debatida, há muito tempo acreditava-se na teoria de que todos os terriers tiveram origem na Grã-Bretanha. Hoje, especialistas inclinam-se a acreditar, que os antepassados da maioria dos terriers foram levados às ilhas inglesas em épocas anteriores à nossa era e, embora cães idênticos permanecessem na Europa continental e em outras partes do mundo, distintas circunstâncias favoreceram a evolução das variedades estabelecidas na Grã-Bretanha.

Por serem pequenos, resistentes e, portanto, fáceis de se manter, além de serem úteis nas diversas atividades de caça de toca, os cães terriers eram, em tempos não tão distantes, criados principalmente por pessoas de poucos recursos. Os Terriers modernos são às vezes muito diferentes dos seus rústicos antepassados.

A popularidade que obteve uma ou outra raça, muitas vezes não dava tanta importância às suas habilidades como caçadores do que à beleza da pelagem e demais caprichos da moda, como cor, posição das orelhas e da cauda, etc. Mas apesar destes caprichos humanos, um verdadeiro cão terrier, de qualquer raça que seja, possui as mesmas qualidades físicas e psíquicas que os tornaram populares há quase 2 mil anos.

Veja abaixo as raças de cães pertencentes ao Grupo 3 (cães terriers).

Grupo 4 (dachshunds)

O quarto grupo das classificações das raças de cachorros reúne os três tipos de bassets alemães, conhecidos como “Dachshund” ou “Teckel”. Embora sejam considerados raças independentes, possuem um único padrão oficial.

Originalmente os Dachshunds são conhecidos como cães de toca por natureza. Devido ao apurado olfato e seus dotes físicos, desempenham as funções de caça de toca com extrema aptidão. Apesar de conhecermos os Dachshunds como afetuosos e inteligentes cães de companhia, na Alemanha e na Inglaterra, ainda hoje, são utilizados para caçar animais de toca.

A característica física mais marcante dos dachshunds é a visível desproporção entre o corpo alongado e os membros curtos, típicos dos bassets alemães. Destacam-se ainda pelo apuradíssimo olfato, que lhes permitem seguir a mais tênue das pistas.

Veja abaixo as raças de cães pertencentes ao Grupo 4 (cães dachshunds).

Grupo 5 (spitz e cães do tipo primitivo)

O Spitz e outras raças do grupo 5, conhecidos também como cães nórdicos ou de cães de tipo primitivo, apresentam mais coisas em comum do que a região de origem.

A vasta pelagem dupla, as orelhas de forma triangular e o rabo pontudo, geralmente dobrado acima do dorso são apenas algumas das similaridades destas raças de cães, que compartilham ainda a aparência e o comportamento semelhantes aos dos lobos.

Em geral são raças de cães muito resistentes ao frio e a longas caminhadas, e também muito fortes, como por exemplo o Akita, o Husky Siberiano e o Malamute do Alaska, capazes de executarem trabalhos de tração, pastoreio e até guarda e rebanhos.Estes cães adaptam-se melhor em climas frios, amam a baixa temperatura e são aptos a se locomoverem com facilidade na neve.

Os cães do quinto grupo das classificações das raças são em geral muito dóceis, sociáveis e não gostam de viver sozinhos, preferindo sempre a vida em matilha. Apesar de inteligentes, são cães considerados independentes e por vezes um pouco teimosos, mais indicados para proprietários experientes.

Confira abaixo a lista das raças de cães pertencentes ao Grupo 5 (spitz e cães do tipo primitivo).

Grupo 6 (farejadores e raças assemelhadas)

O sexto grupo das classificações das raças caninas reúne os sabujos e os cães farejadores. Estes cães apresentam excepcional resistência física, além de inigualável olfato e capacidade de perseguição.

Mais do que qualquer outro cão, os sabujos conservaram o instinto para o trabalho coletivo, isto é, em matilha, típico, ainda hoje de muitos canídeos selvagens. Enquanto outras raças acentuam a individualidade, muitas vezes em prezuízo de seus instintos gregários, os sabujos e farejadores manifestaram específicas condições psíquicas que lhes tornam mais fácil a convivência entre os seus semelhantes. Embora estes cães farejadores sejam considerados ainda hoje especializados nas funções de caça, muitas das raças deste grupo tornaram-se ao longo do tempo capazes de desempenhar outras funções. O Bloodhound por exemplo é utilizado com sucesso como cão policial, enquanto outras raças deste grupo como o Beagle e o Basset Hound são considerados maravilhosos cães de companhia.

Confira abaixo, as raças do grupo 6.

Grupo 7 (apontadores)

Os cães de mostra, ou cães apontadores foram desenvolvidos com o a intenção de se criar um cão apto a auxilar o caçador na chamada caça moderna, ou seja, a atividade de caça com a presença de armas de fogo.

O cão apontador pode ser definido como aquele que é capaz de mostrar ao caçador quando adverte a presença da presa, isto depois de haver explorado atentamente o terreno, seja muito extenso ou pouco vasto. Percebendo a presença da presa, este tipo de cão permanece imóvel como uma estátua, tensionando cada músculo do corpo, demonstrando sua total atenção, com a cauda vibrante e apontando com o focinho em direção a presa.Dentre as raças mais conhecidas no grupo dos cães apontadores estão os setters e os pointers, raças pertencentes a seção dos pointers e setters britânicos e irlandeses.

Também bastante difundidas na Europa, estão a raças de cães como os bracos e os perdigueiros, que fazem parte da seção das raças de apontadores do tipo continental.

Veja abaixo as raças desse grupo.

Grupo 8 (retrievers, levantadores e cães d’água)

Algumas das raças deste grupo, o oitavo das classificações caninas, figuram entre as mais populares em todo o mundo.

Originalmente os retrievers, ou recuperadores de caça, eram os cães responsáveis em buscar a presa abatida e trazê-la ao caçador. Os levantadores de caça são aqueles cães que também desempenham a função de espantar a presa para que possa ser avistada à distância.

Algumas destas raças enfrentam facilmente qualquer tipo de terreno, como por exemplo a maioria dos spaniels. Outras tornaram-se especialmente aptas a realizarem trabalhos na água, como o Cão D’água Português, o Barbet, entre outras. Criadas para desempenhar diversas funções nos trabalhos de caça, ao longo do tempo estes cães também tornaram-se conhecidos por serem capazes de trabalhar em outras atividades com maestria.

Devido à notável facilidade de adestramento e ao excelente faro, algumas destas raças de cães retrievers, levantadores e cães d’água, como o Golden Retriever, o Labrador, entre outras, são utilizadas nos dias de hoje em importantes funções, como cães guia, farejadores e cães de salvamento.

Veja abaixo as raças desse grupo.

Grupo 9 (cães de companhia e toys)

O grupo é composto por raças que possuem um perfil de acompanhante, criando uma relação com seus donos e proporcionando a eles bons momentos. Apesar de ser um grupo heterogêneo, com diferentes tipos de cães, todos possuem características comuns, como o tamanho pequeno, a fácil socialização e a boa relação com pessoas.

Veja abaixo as raças desse grupo.

Grupo 10 (galgos ou lebréis)

O nome Lebrél deriva de “lebre”, e foi atribuído a este tipo de cão, talvez por serem grandes velocistas, assim como o pequeno animal silvestre, ou talvez porque a caça à lebre tenha sido uma das funções que no passado eram confiadas a muitos cães deste tipo.

As raças deste grupo sempre representaram a aristocracia das raças caninas. Durante séculos, os cães Lebreis, também chamados de Galgos, foram companheiros de príncipes e soberanos. Como costuma acontecer, as origens deste grupo canino são remotas e muitas as teorias propostas. Seja como for, descendam de uma origem comum e única ou de origens diversas, todos os lebreis apresentam as mesmas características físicas. Com aparência elegante, focinho comprido e afilado, patas longas, peito estreito e profundo, músculos fortes, além de excepcional visão, os lebréis são verdadeiras máquinas de corrida.

Os lebreis são apreciados hoje em dia principalmente como cães de companhia e de luxo, embora algumas raças deste grupo continuem sendo utilizadas para funções de caça, corrida e ainda outras atividades esportivas.

Veja abaixo as raças de cães desse grupo.

Grupo 11 (raças com registro provisório)

Contém as raças de cães que não são reconhecidas internacionalmente (sistema FCI), mas podem obter o registro no Brasil.